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DISCOTERJ

Associação dos Dj's e Vj's no Estado do Rio de Janeiro

CNPJ: 28.009.124/0001-57

Mais um cidadão José

20 OUT 2016
20 de Outubro de 2016

Mais um cidadão José.

Normalmente quantos e quantos cidadãos estão realizando funções que nem se quer nos damos conta? Mesmo que tenhamos algum tipo de beneficio com estas ações, elas nos parecem invisíveis. 


E assim travamos rotinas que nem sempre tem o "glamour" ou simplesmente atenção devida. Trazendo mais o assunto para a atividade DJ, muitos questionam sobre a insatisfação na cena do RJ, plausível.


Porém é dela que surgem mais cidadãos  DJs, repleto de talentos e mostrando que existem contribuições boas que passam quase que invisíveis diante de tantos questionamentos com determinados mercados do entretenimento. Dessa vez, José Carlos Leal conhecido como DJ Nino Leal, nos trouxe  o vice campeonato do DMC Brasil, realizado no mês de agosto de 2016 em São Paulo, mas e daí...?


Rapidamente vieram alguns questionamentos e ações que permeiam a cabeça. Logo lembrei  o que a crew do "Piklz" conseguiu para o universo DJ, mesmo que estivessem bem a frente, o reflexo de suas ações ainda na década de 90 é vista todos os dias ao nosso lado. Quando DJs/aspirantes migram para os toca discos; quando empresas se empenham em oferecer softwares e equipamentos para o universo DJ. Muitas destas ações são incentivadas pelos incansáveis personagens que levam suas missões ora apoiada e reconhecida, ora não.


Partindo disso, penso em quais valores queremos perpetuar principalmente nos guetos do Rio de Janeiro, e que também é de onde vem nosso representante DJ Nino. Sua conquista é louvável em aspectos humanos e também pode nos oferecer uma reflexão sobre intermináveis situações do que queremos da nossa cena e o que priorizamos nela. Não se fala aqui de toca discos, controladores, tempo de carreira ou gênero musical, mas onde nossas convicções poderão firmar algo edificante e em conjunto, partindo ao menos de um reconhecimento. Será que isto é direito somente dos grandes nomes? Será que uma interminável insatisfação coletiva não nos deixa observar tais feitos? Turntablism? Não foi um som hit? 


Se for por esse caminho, vamos daí a pior... Recentemente soube do notável trabalho de outro grande profissional, DJ Lucio K. Entre diversas atividades como DJ, Lucio está a todo vapor nas olimpíadas. Depois de ter feito todo o futebol e o Atletismo no RJ, o DJ voltou ao Estádio Olímpico para sonorizar o atletismo Paraolímpico.


Responsável pelas trilhas nos jogos do maracanã, inclusive na final de futebol masculino.  Mesmo em uma sala, escondido, o experiente Lucio veio roubando a cena com suas escolhas musicais. Algo que com certeza ganhará mais destaque em edições futuras.  Segundo próprio DJ "Diariamente toco cerca de dez hinos com dez cerimônias de premiação, centenas de músicas, vinhetas e efeitos. “Normalmente as pessoas nem sabem quem eu sou porque estou em uma pequena sala; meu nome não é falado, mas se eu errar um hino o mundo inteiro vai saber que eu errei, esse lado mostra um lado ingrato e desequilibrado da nossa profissão”, segue Lucio. "Porém, pela primeira vez nos jogos olímpicos o DJ teve um destaque e isso muda um padrão. Um dos responsáveis por este destaque foi o nosso diretor musical Yuri Almeida que idealizou e selecionou os DJs.  Infelizmente Yuri veio a falecer há poucos dias."


Profissionais alcançando e conquistando com suas rotinas peculiares êxitos, como citado acima, nem sempre tão vistosas a olhares comuns. Penso que com isso fica um alerta de prioridades, valores e necessidades para quem vive ou quer viver esta atividade.

Para onde estamos apostando nossas fichas? Um parâmetro de ser ou parecer ser.


Muita luz!

DJ Bon.Ecko
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