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DISCOTERJ

Associação dos Dj's e Vj's no Estado do Rio de Janeiro

CNPJ: 28.009.124/0001-57

Morte a função Sync vs Reflita a Era Sync

03 OUT 2017
03 de Outubro de 2017


Sync, vamos além?

Em algumas passadas pela rede ou encontro com pessoas do ramo DJ, e até mesmo em workshop vejo o quanto se massacra a função *Sync".

Passam muitas coisas na cabeça, histórias, novas possibilidades, onde estamos ou optamos estar/almejar e claro, daí sim, vem em mente o uso diríamos, apelativo de uma função muito mais complexa do que se vê. Em resumo, será mesmo que o Sync é o fim, o mal, ou seja, sinônimo de "acabou a arte do DJ"? Acredito que isto vale uma reflexão de trás pra frente.

Nossas referências normalmente vieram do primeiro mundo, isto, fora nossos paradigmas e aí sim chegamos a um possível sentido em um "mau uso" desta função. Não estamos falando do aumento de aventureiros, DJs, de antigamente, música, ou seja, lá o que for, e sim uma reflexão de discursos que podem não ser tão favoráveis para quem tem pretensões com a atividade. Alguns questionamentos podem ofuscar uma oportunidade de acompanhar, evoluir, conhecer mais da atividade que muitos dizem amar.

Falando de referências.

Estamos no Brasil e naturalmente se tratando de tecnologia e técnica é sabida que praticamente tudo veio lá de fora. Logo, somos emuladores, coisa que nos orgulhamos. Frases como: "estávamos tocando o que se tocava lá fora sem dever nada para os gringos", "O scratch do fulano (brasileiro) é igual ao dos gringos", "Lançou  essa semana lá fora e eu já peguei o disco"; Isso sem falar em gêneros musicais, imagina...

Será que agora os desenvolvedores realmente fizeram algo para acabar com tudo em apenas um botão?

Formas de tocar:

Não vale pensar que com tantos recursos, o "foco mais do que nunca não é a extensão criativa? Contudo, podemos dentro das nossas escolhas realizarmos uma reflexão da nossa forma de tocar, caso isto seja um desejo, necessidade, ou teremos o mesmo discurso de que: "O público isso, aquilo, que o dono da festa, o que adianta tocar assim?" etc.  Se estivéssemos começando hoje: Seria mais acessível adquirir qual equipamento dentro de uma realidade mais comum? Lembrando dos apontamentos em relação aos equipamentos que fazem hoje em dia. Lembra quando comprávamos discos piratas? DJs que já tocavam e tinham condições de comprar o importado, muitos destes te olhavam torto? Ah, mas é diferente.

Sim, concordo, mas esbarrar nestes julgamentos para se defender faz com que estejamos preocupados com os outros e mais uma vez estamos perdendo oportunidade de dar passos individuais caso seja seu objetivo.

É fácil escrever sobre isso, mas pode ser tão difícil mediante a barreira que um botão pode fazer com cada um, repito, de acordo com nossas experiências, não só de base, ou seja, de outra época, mas o que esse jogo (Tecnologia e DJing) "pede", o que é, e como você encara.

Ministro cursos para DJs há 20 anos e atualmente com todo este aparato tecnológico incluindo Sync, uma boa parte dos cursos são dedicados somente a percepção auditiva e o uso do Sync na prática quando não existe condição de se realizar determinadas técnicas de mixagens avançadas.

Estamos vivendo na era da criatividade e a forma como cada um usa é pessoal, porém, se olharmos mais a fundo veremos muitos exemplos inspiradores para nos desafiar.

Entendemos que existe um uso duvidoso e é aí que se justificam as diversas opiniões, bem como este texto, mas ao reclamar, até mesmo debochar temos um paralelo, existe algo nesse discurso ou na aplicação que seja edificante?

Este "desafio" está aí para quem quiser experimentar e independente da forma ou do uso do Sync estamos tendo a possibilidade de fazer coisas com ou sem esta função, muito boas para quem achar oportuno.

De qualquer forma existem vantagens em quem sabe trabalhar sem depender da amostragem bpm, presente na tela de todos os softwares. Até esteticamente, pois por vezes acontece o "efeito medusa" onde a pessoa parece só fixar o olhar na tela do Notebook, não é realmente muito agradável, soa como uma dependência.

Mas o foco é o paralelo entre nós e todas estas mudanças, em partes até duvidosa no cenário DJ, mas será que realmente é só isso?

Vale à pena refletir/ Vale a pena refletir?

Referências e paradigmas.

As linhas são próximas, mas não são iguais.

Um salve e muita luz!

Boneko DJ

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