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DISCOTERJ

Associação dos Dj's e Vj's no Estado do Rio de Janeiro

CNPJ: 28.009.124/0001-57

O FUNK É FATO

14 JUL 2019
14 de Julho de 2019

Venho adiando escrever um texto sobre o FUNK, desde o ano passado, não foi por falta de assunto, mas confesso que não me sentia qualificada e ainda não me sinto, afinal o ritmo é bem complexo e não se joga no lixo algo que a muitos anos de alguma forma se tornou assunto frequente em grandes e sérios discursos no que compete a música de um modo geral. Temos ciência de uma infinidade de DJs que em seus sets, não entra o FUNK de jeito nenhum, mas pensando bem tem uma outra infinidade de DJs  que abominam as PICK UPS,  uma enorme quantidade de DJs que odeiam o CDJ e a velha polêmica dos DJs de verdade e os DJs Fakes, ora ora! Esse papo de chove e não molha já são desenrolados a muitos anos e nem por isso a música parou, que tal dizer que o melhor nessas circunstâncias é cada um permanecer no seu quadrado?

Bom, se eu tivesse que escrever sobre o FUNK Promíscuo eu teria dificuldades, mas também não deixaria de ir nem que fosse a um único baile, para ver as quantas andam o FUNK putaria, mas por incrível que pareça você não precisa ir tão longe para ouvir um FUNK carregado de promiscuidade, se eles já se encontram na casa ao lado da sua, no apartamento ao lado do seu ou até em um carro com alto e bom som que circula pelas redondezas de vários bairros onde se concentram as periferias. Na própria Baixada, tem ruas que por sorte os divulgadores de bailes não se interessam em circular anunciando quando e aonde será o próximo baile, não me perguntem o motivo, mas que é verdade, isso ninguém pode negar. O tão discutido FUNK é detentor de várias nuances, em uma ocasião um DJ, comentou em uma conversa que o FUNK, independente de ser classe A, B ou C é e pode ser comparado a uma garota de programa;umas de baixo nível, outras de nível médio e outras de nível elevado, porém a única coisa que eu posso dizer com certeza é que o BATIDÃO, tem uma sonoridade espetacular, só lamento que muitas produções que tem o TAMBORZÃO como base, infelizmente vem acompanhado de letras que esculacham as novinhas e olha que os bailes fervem e elas dançam como se tivessem batendo no peito "esse hino é meu" e  haja quadril. Voltando a riqueza do TAMBORZÃO, sabemos que não é mera coincidência que desde a época dos escravos esse som já arrebatava nos terreiros de rodas tanto da capoeira quanto dos rituais de alta magia, por isso não é difícil de prever que não houve nenhuma dificuldade do FUNK BATIDÃO, cair nas graças de admiradores dentro e fora do país e contra fatos não há argumento

Dj Marlboro, Sanny Pitbull, Grand Master Raphael e Dennis Dj

Falar do FUNK, e não mencionar os DJs de grande importância do Rio é como dizer para o trabalhador braçal que no almoço dele não terá o feijão e nem o arroz, refiro-me aos DJs MARLBORO, SANNY PITBULL, DENNYS DJ, GRANDMASTER RAPHAEL e muitos outros, impossível citar todos. Esses citados também são DJ Produtores e cada qual priorizando os seus talentos. O MARLBORO, até os dias atuais dificilmente pode se compromissar com os demais eventos dos seus amigos DJs, em função das constantes datas que lotam a sua agenda de compromissos pelo Brasil e fora também, o SANNY PITBULL, teve uma época em que a sua agenda internacional, era tão extensa que ele não via à hora de pisar em solo brasileiro, a sua qualidade como DJ do FUNK é tão bem reconhecida que foi indicado e aceitou acompanhar a turnê do cantor e compositor LULU SANTOS, que todos sabem ser bem exigente quando o assunto é a produção dos seus maravilhosos shows e o DENNYS DJ, nem se fala, não fica devendo nada, principalmente por ser muito performático durante as suas apresentações, além de muitos fãs, faz muito sucesso por onde passa e o GRAND MASTER RAPHAEL, todos que o conhece sabe que de todos, ele é o mais fechado no estúdio e não é atoa que na sua rica coleção de montagens, existe uma coleção de pérolas, dignas do MUSEU DA IMAGEM E DO SOM. Eu, particularmente admiro a personalidade dele é um dos poucos caras que não deixa pra dizer amanha o que pode ser dito hoje, doa a quem doer!

Conversa com Bial (08.07.2019) - Hamilton de Holanda fala sobre o Funk Carioca - Fonte Globo

No dia 8 de Julho, o programa CONVERSA COM BIAL, recebeu dois personagens ilustríssimos no mundo do Jazz, o trompetista americano WYNTON MARSALIS e o bandolinista brasileiro HAMILTON DE HOLANDA. Entre tantas perguntas feitas pelo PEDRO BIAL, surgiu inesperadamente a pergunta sobre o FUNK CARIOCA e a partir daí, confesso que fiquei muito feliz com o que ouvi, foi bom saber que a resposta de uns dos maiores músicos do país foi a mesma que sempre achei ao ter que dar a minha opinião sobre o FUNK, quem me conhece sabe que sempre me referi com muito respeito a essa sonoridade, veja bem; eu não estou falando do FUNK PROIBIDÃO, falo de uma coisa que vai muito além, que casualmente está embutida na resposta do Músico HAMILTON DE HOLANDA (seria pertinente conferir) um respeitado músico em todo o mundo.                                               

Quando decidi que tinha passado da hora de escrever sobre o FUNK, foi em uma situação inusitada, imaginem que em uma das instituições mais tradicionais do rio de Janeiro, a ESCOLA ALEMÃ CORCOVADO, ao realizar a sua badalada festa Junina, como todas as outras escolas, separam por turmas as barracas de vendas dos seus quitutes. Eu e a família fomos em direção da barraca em que se encontrava o meu afilhado, que é aluno de lá e os seus amigos de sala, não demorou para que eu identificasse o toque de uma bateria eletrônica e várias músicas de FUNK, mas esse som não foi geral, vinha somente  da barraquinha do meu afilhado e dos amigos, pois é, fingi que não ouvi, mas acreditem, as filhinhas de papai da turma do meu afilhado, esbanjavam um afinado coro de mais um hino que esculacha as novinha, fazer o que? Conforme eu disse, o FUNK tem várias nuances o que não dá é eu fortalecer as conversas que desabonam qualquer gênero musical, afinal eu sou DJ de uma época que não tinha essa de: eu só toco isso, eu só toco aquilo e mesmo assim, como presidente da DISCOTERJ e do SINBRADJ, duas instituições que estão aí para defender o DJ e entender as suas escolhas, não posso e não tenho o direito de manifestar opiniões ou até mesmo partilhar de discussões que tirem o mérito dessa ou daquela música, bem como os demais diretores que estão oficializados no quadro de membros das duas instituições citadas encima.

Uma informação muito importante; o respeitado FUNK das antigas, e os demais segmentos de FUNK, também são responsáveis pelo recolhimento de uma considerável receita. Empregam muita gente e é o único sustento de muitas famílias. 

by DJ Sandra Gal

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